terça-feira, 31 de março de 2009

HÁBITOS

Eu não tenho o hábito de beijar minha amada ao sair de casa de manhã cedo. Hábito é uma ação automática, como lavar as mãos, escovar os dentes, executar um trabalho diário e repetitivo. Ao sair de casa dou mais que um beijo, dou-lhe AMOR, e isso faz com que a cada manhã eu sinta o beijo como se fosse a primeira vez, sempre de modo diferente, sempre NOVO.
"Eu".

segunda-feira, 30 de março de 2009

MISTÉRIOS DO AMOR

"Um amigo médico contou-me o seguinte. Ele era médico de um leprosário. Leprosos, estigmatizados, deformados, isolados. As enfermeiras eram freiras: alí passavam as suas vidas. É extraordinário o que o sentimento religioso é capaz de fazer! Uma das freiras teve uma infecção urinária. Teve que fazer um exame de urina. Juntamente com todas as informações patológicas, o laboratório encontrou na urina evidências do amor: muitos espermatozóides. Ele respeitou esse segredo. Não colocou essa informação na folha do exame."

(Rubem Alves: Ostra Feliz Não Faz Pérola, Ed. Planeta)

Eu teria feito o mesmo ! ... e você ?

segunda-feira, 23 de março de 2009

PLENITUDE NO AMOR.

Muitos fatores já motivaram casamentos ao longo dos séculos, a maioria deles alheios à paixão e amor. Arranjo familiar, segurança material, medo de solidão e do preconceito, entre outros. Mas atualmente cada vez mais nos damos conta e temos mais necessidade de uma relação de afeto em toda a sua plenitude. Cumplicidade, troca, desejos e satisfação. E quem consegue isso, sabe o quanto é bom e gratificante.
Muitos ainda, na busca desenfreada pela felicidade, confundem muito as coisas, talvez pelo imediatismo que vida moderna e o corre-corre do dia-a-dia nos impõem, muitas vezes sem nem nos atentarmos. Por muito pouco, relacionamentos são desfeitos. A falta de tolerância com os erros e imperfeições dos outros, tornam as pessoas descartáveis e o intolerante pouco disposto a laços afetivos duradouros e estáveis.
Aceitação, tolerância e humildade, palavras chaves (e budistas) para um relacionamento dar certo. É preciso equilíbrio no atendimento às necessidades e desejos do outro sem desprezar os nossos, saber dar “respiro” ao outro e preservar o nosso. Balancear as metas e sonhos do casal com a realização pessoal de cada um. Outro fator importante é respeitar o ritmo e velocidade do parceiro. Cada um tem seu tempo para as mudanças e acomodações necessárias para um bom relacionamento, uns mais imediatos, outros mais lentos.
Muito já foi escrito sobre relacionamentos, e sabemos que não existe fórmula para o amor dar certo. Mas podemos traçar linhas básicas, e lembrar que a vida a dois é como uma dança, cujos passos e ritmos mudam, exigindo muito jogo de cintura e equilíbrio nos pés (flexibilidade e base firme ).

segunda-feira, 9 de março de 2009

EPITÁFIO

Devia ter amado mais,
ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar
Devia ter complicado menos,
trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar.

(Sérgio Britto)