sábado, 23 de maio de 2009

BUG (ALHOS)











Depois da Mulher Melancia, Mulher Moranguinho, Mulher Melão e tantas outras hortifrútis, é hora de conhecer a Mulher Alho.


fonte: Cerveja bem

sábado, 16 de maio de 2009

INVEJA

“Um ventrudo sapo grasnava em seu pântano quando viu resplandecer no mais alto de uma pedra um vaga-lume. Pensou que nenhum ser teria direito de luzir qualidades que ele mesmo não possuiria jamais. Mortificado pela sua própria impotência, saltou em direção a ele e o encobriu com seu ventre gelado. O inocente vaga-lume ousou perguntar ao seu algoz: Por que me tapas? E o sapo, congestionado pela inveja, apenas conseguiu interrogá-lo: Por que brilhas?”.

terça-feira, 12 de maio de 2009

EXCELÊNCIA E AMOR

Padre Antônio Vieira contou uma breve parábola sobre o amor.

Certo homem saiu para caçar. Tentou acertar vários animais, mas errou todos. Ruim de pontaria e mal sucedido em abater um bicho que alimentasse a família, voltava triste para o lar.
A poucos metros da porta de casa, viu uma cobra enrolada no pescoço do filho caçula. Sem hesitar retesou o arco e flechou a serpente. Acertou-lhe em cheio e salvou a vida do filho.

Vieira então pergunta: “O que fez o pai para acertar a cabeça da áspide, se era um péssimo caçador, ruim de pontaria?”. Por que, de repente, o homem fez-se exímio no arco e flecha?

Vieira responde: “O amor”. O amor sempre forja especialista, sempre cria excelência. As pessoas tornam-se criteriosas devido ao afeto.

Quem ama não aceita a lógica do “de qualquer jeito”; aliás, detesta “jeitinhos”. Extravagante nos gestos, refina atitudes. Os amantes caminham milhas extras sem perceber; transformam as decisões banais em mandamentos divinos. O esmero nasce do amor.

( Ricardo Gondim )

segunda-feira, 4 de maio de 2009

AFETOS

Não sei se vocês já perceberam que as pessoas acham muito mais fácil exprimir seus ódios e raivas que seus gostares e afetos.
Já me perguntei várias vezes sobre as razões deste aleijão absurdo, e a única explicação que me vem à cabeça é que, ao fazer explodir seus ódios e raivas, as pessoas se sentem como tigres, temíveis e fortes animais de caça. Enquanto que, ao mostrar o seu gostar, elas se sentem como aves indefesas, tolas e ridículas, prisioneiras na arapuca do outro.
E para não se sentirem presas, preferem deixar preso o gostar, no silêncio...

(Rubem Alves)